terça-feira, dezembro 18, 2007

EN FAISANT LA DIFFÉRENCE

Gostaria que recebessem, como uma singela lembrança, simbolizando, nessa época de "troca de presentes", a sua essência esquecida...
Trata-se da Metáfora da Fita Azul, a qual recebí há alguns anos e desde então, sempre me acompanha.


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Um garoto de 11 anos recebeu como tarefa de casa encontrar três pessoas que tivessem feito diferença em sua vida. Deveria colocar no peito delas uma fita azul dizendo a elas por qual motivo elas haviam feito diferença.

O garoto foi pra casa sem muito querer fazer essa tarefa pois, com seus 11 anos ele queria mesmo era chegar em casa e brincar. Porém, à noite ele se lembrou de seu vizinho, era um jovem com seus 30 anos, trabalhador e muito gentil.

Foi até ele, bateu na porta e chamou-o dizendo:
- Eu tenho uma tarefa de casa. Quero colocar essa fita azul em você pois você fez diferença em minha vida. Eu não tenho mais meu pai. E você apesar de ser mais velho que eu, é meu amigo e um exemplo para mim. Você é alegre, bem sucedido, tem uma família legal, brinca com seus filhos. Quando crescer quero ser igual a você. E a professora me deu mais duas fitas que são para você dar para alguém que fez diferença em sua vida.

O jovem agradeceu e o menino foi para casa feliz por ter cumprido sua tarefa.

Aquele jovem foi trabalhar no dia seguinte levando consigo as duas fitas, mas estava mais preocupado com seus afazeres profissionais. Porém, ao chegar no trabalho ele se lembrou do seu patrão. Foi até a sala dele, colocou uma fita no peito do patrão e disse:
- Estou ajudando meu vizinho a fazer uma tarefa. O senhor fez diferença em minha vida. Acreditou em mim, me deu uma chance em sua empresa, tem me ensinado muito nesses anos que trabalho aqui e sempre me orienta quando preciso. Mais que meu patrão, o senhor é meu amigo e um exemplo que procuro seguir. Esta outra fita é para o senhor entregar para alguém que tenha feito diferença em sua vida!

Sorriu e foi cumprir sua jornada. Aquele senhor de 55 anos ficou meio sem entender e foi cuidar das decisões do dia-a-dia.

À noite, no caminho para casa, parado no trânsito, ele se lembrou do ocorrido pela manhã. Não queria muito pensar naquilo, afinal ele conquistara o sucesso a duras penas, sacrificou momentos de lazer, ausentou-se da família, trabalhou muito para chegar onde chegou. Desligou-se desse pensamento e da tarefa de encontrar alguém que realmente tivesse feito diferença em sua vida.

Chegou em casa cansado e fez o roteiro de sempre: tomou banho, jantou, algumas conversas corriqueiras, foi ver as notícias na TV. Naquele momento um lampejo veio em sua mente. Seu filho adolescente já estava dormindo e ele nem havia perguntado como tinha sido seu dia, se estava tudo bem... Seu filho! Ele mal se derá conta que o filho havia crescido, que estava numa fase conturbada, nem criança nem adulto. Ele andava meio quieto, cabisbaixo, passava horas sozinho com sua TV e seu computador. Foi até o quarto do filho, bateu na porta e entrou.

Ele estava deitado, encolhido como um bebê. O pai hesitou, respirou fundo, sentou-se na cama e carinhosamente o acordou. Então disse emocionado:
- Meu filho, eu quase não o vi crescer. Passei muitos anos trabalhando dia após dia para poder dar a você o conforto que não tive. Desde que você nasceu eu ficava imaginando você podendo brincar com os melhores brinquedos, fazendo viagens, uma boa faculdade. Queria deixar bens para você ter um futuro tranqüilo. E pouco me lembro de ter brincado com você, tê-lo abraçado. Perdi muitos aniversários e festas na escola, deixei mais com sua mãe a tarefa de educá-lo. E eu sinto que falhei, mas quero que você saiba que eu te amo, que você é muito importante para mim. Quero lhe dar essa fita azul porque vôcê fez e ainda faz muita diferença em minha vida. Desde que você nasceu minha vida passou a ter muito mais sentido!

Deu um abraço apertado no filho que começou a chorar intensamente um choro misto de tristeza e alegria. O pai ficou sem entender e achou que havia errado em sua colocação.

Olhou nos olhos do menino que entre soluços respondeu:
- Papai, eu não via mais sentido em viver. Estava disposto a por um fim em minha vida, pois sentí muito sua falta todos esses anos. Eu achava que você não gostava de mim. Você nunca tinha tempo para estar comigo. Você nunca havia me dito que eu era importante, que eu fazia diferença para você. Eu queria me matar porque me sentia muito sozinho e triste, uma dor dentro do peito. Papai, você nunca havia me dito que me amava!


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1 Comments:

At 21/11/09 7:32 AM, Anonymous Anônimo said...

Obrigado por Blog intiresny

 

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